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Empresas de fretamento vão entregar estudos para circularem em mais faixas de ônibus em SP

13/11/2017

O Transfretur – Sindicato das Empresas de Transporte por Fretamento e por Turismo da região metropolitana de São Paulo vai entregar ao prefeito da capital paulista, João Doria, e ao secretário de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda, um estudo sobre 64 pontos da cidade onde, segundo a entidade, poderia ser liberado o tráfego de fretados nas faixas de ônibus urbanos.

A gestão passada, de Fernando Haddad à frente da prefeitura e de Jilmar Tatto na secretaria de transportes, liberou em torno de 100 quilômetros dos 519 quilômetros existentes na cidade.

Para o diretor-executivo do Transfretur, Jorge Miguel dos Santos, se hoje as faixas são liberadas para táxis que transportam somente até quatro passageiros, também deveria haver a liberação para vans e ônibus de fretamento que podem transportar de 15 a 48 pessoas. Ainda de acordo com Jorge Miguel, se o transporte fretado contar com maior fluidez, mais pessoas que exigem conforto semelhante aos meios individuais podem deixar o carro em casa.

“São Paulo, como a maioria das cidades do Brasil, só dá duas alternativas de transportes para o cidadão: o transporte coletivo público e o transporte individual. Não tem de maneira suficiente uma alternativa intermediária. E o fretamento é o veículo de transporte que mais se compara ao automóvel. Os ônibus rodoviário de fretamento têm suas poltronas, conforto, ar-condicionado , é um transporte garantido, as mulheres podem ir com tranquilidade, de vestido, salto-alto, não vão ser molestadas, já conhecem os outros passageiros. O fretado é um transporte coletivo privado que mais se adapta ao automóvel” – disse Jorge Miguel que ainda acrescentou que os fretados não devem tirar de maneira significativa os passageiros dos ônibus urbanos porque os padrões de serviços são diferentes.

O executivo ainda acrescentou que a cidade de São Paulo deve ter aplicativos de fretamento semelhantes ao Uber e que algumas iniciativas já começaram a aparecer.

“Normalmente estes aplicativos têm um campo de pesquisa, onde o usuário coloca seus horários e seus destinos e ele arregimenta um grupo de pessoas e cria uma linha nova ou disponibiliza lugares nos ônibus de linhas já existentes. Parece muito simples, mas é uma logística complexa que vai juntar o interesse de uma pessoa com outras que têm o mesmo interesse num coletivo, num ônibus. Sem o aplicativo isso é impossível de se fazer.” – disse Jorge Miguel que ainda acrescentou que o transporte hoje deve corresponder às tendências de consumo do usuário, o que pode ocorrer por meio de aplicativos.

“O passageiro está cada vez mais exigente e cada vez mais raro. Ou a gente dá ao passageiro o que ele quer, ou nós vamos ‘morrer’, todo mundo no setor: ou é urbano, ou é fretamento. O aplicativo mostra com grande assertividade a tendência de consumo desse passageiro, saber o que está precisando. Se o passageiro precisa de uma rota hoje, vai lá e faz. Se não precisar mais, pode desistir com toda a liberdade, sem compromisso nenhum. É essa a modernidade, é essa a flexibilidade que o aplicativo vai dar. E o fretamento surge da demanda, da caracterização, da particularidade da demanda do passageiro. Esse é nosso ponto forte que temos de perseguir cada vez mais”.

Jorge Miguel também diz que não acredita que haverá entraves legais sobre o transporte por fretamento por meio de aplicativo porque os serviços já são regulados.

Via: Diário do Transporte

 

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