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Greve dos caminhoneiros: 90% das empresas de fretamento tiveram viagens canceladas

25/06/2018

Campinas (SP), 19 de junho de 2018 – Os dez dias de paralisação dos caminheiros, no fim de maio, desencadearam uma grave crise de abastecimento em todo o Brasil, afetando também as viagens turísticas rodoviárias. A FRESP - Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo realizou uma pesquisa com as empresas de fretamento associadas para saber a quantidade de viagens que foram canceladas e o quanto isso prejudicou no faturamento.

Das empresas que participaram da pesquisa, todas tinham viagens agendadas entre os dias 25 de maio e 3 de junho, período em que houve a greve. A quantidade variou entre cinco e 200 viagens programadas. A maioria não conseguiu executar as viagens neste período por falta de combustível ou por conta dos bloqueios das rodovias, feitos por integrantes do movimento grevista.

“A paralisação afetou diversos setores e não foi diferente com o fretamento eventual, pois muitas empresas tiveram que cancelar as viagens por receio de não ter como abastecer o veículo, afinal, não era possível saber quando o abastecimento seria regularizado. E havia também a questão segurança, uma vez que as rodovias foram bloqueadas por conta dos integrantes da greve”, afirma Regina Rocha, diretora executiva da FRESP.

Do total, 35% tiveram as viagens canceladas e não remarcadas. Algumas empresas conseguiram remarcar uma nova data com os contratantes e outras deixaram o valor já pago pelo cliente como crédito para utilizar em outro momento. “Percebemos também é que é necessário se reinventar, principalmente em momentos de crise como este que passamos. Muitos empresários conseguiram negociar com seus clientes e remarcar as viagens, minimizando o prejuízo deste período”, diz Regina.

 

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