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Vendas de caminhões e ônibus chegam a 123 mil em 2019, prevê Anfavea

09/10/2019

“Fizemos em nove meses o que fizemos em todo o ano de 2018”. É com este registro que o presidente da Anfavea, Luiz Carlos de Moraes, comemora o desempenho das vendas de caminhões, cujo volume atingiu as 74,2 mil unidades no acumulado de janeiro a setembro, quase o total dos emplacamentos registrados em todo o ano passado, quando chegaram a 75,9 mil caminhões.

Com a forte recuperação do segmento de transporte de carga ao longo do ano, puxado pela categoria de caminhões pesados (com PBT acima de 15 toneladas) graças à demanda do agronegócio, e também com o aumento expressivo das vendas de ônibus, a associação das fabricantes revisou suas projeções para o ano elevando o volume de vendas e de produção de ambos os segmentos, enquanto diminuiu as expectativas para suas exportações.

Segundo a nova previsão, o mercado brasileiro deverá consumir 123 mil veículos comerciais pesados, dos quais 103 mil caminhões e 20 mil ônibus. Na projeção anterior, divulgada em janeiro, as fabricantes esperavam elevar as vendas do segmento pesado em 15,3% e atingir pouco mais de 105 mil unidades.

“O crescimento continua forte para caminhões e ônibus”, reforça o presidente da Anfavea.

No caso de caminhões, os licenciamentos de 103 mil unidades representarão crescimento de 35,7% sobre o volume de vendas de 2018, que foi de 75,9 mil. Esta será a primeira vez que o segmento supera a casa das 100 mil unidades desde 2014, quando as vendas de caminhões somaram 137 mil. Na previsão anterior, as montadoras contavam com aumento de 15,8% das vendas e esperavam vender pouco mais de 88 mil caminhões.

Até agora, entre janeiro e setembro, os emplacamentos de caminhões aumentaram 40,7% com a venda de 74,2 mil unidades. Segundo dados da Anfavea, a média diária de vendas do segmento está em 9 mil unidades por dia útil de venda.

Para ônibus, o novo volume estimado em 20 mil chassis significará crescimento de 17,6% sobre os 15 mil licenciados no ano passado. As previsões anteriores apontavam para a venda de 17 mil ônibus e alta de 12,7%. A categoria de ônibus urbanos e escolares estão impulsionando este mercado, sendo que este último vem sendo incentivado pelas entregas previstas nas licitações do programa Caminho da Escola, que promove a renovação de frota de ônibus escolares no País.

Segundo o vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini, a média diária de vendas de ônibus saltou de 1,1 mil para quase 1,8 mil unidades por dia útil ao longo dos meses, chegando a atingir 2 mil em agosto e voltando a 1,6 mil e setembro.

PRODUÇÃO EM ALTA, EXPORTAÇÃO EM BAIXA

Com o aumento das vendas ao mercado interno, a produção também teve seus números de projeções revisados pela Anfavea. Se antes as fabricantes previam entregar 150 mil caminhões e ônibus, agora o volume passou para 145 mil. Se estimativa for confirmada, a produção terá crescido 8,2% e não mais 11,9%, conforme previsto anteriormente pelas empresas. Até agora, foram produzidos 8,9% mais veículos pesados no acumulado de nove meses, para 109,2 mil, sendo 87,4 mil caminhões (+13,2%) e 21,7 mil ônibus (-5,5%).

Este volume de produção só não será maior por causa da queda das exportações, que segundo a entidade deverá encerrar o ano na ordem de 40,7%. De janeiro a setembro, as vendas ao exterior diminuíram 44%, considerando a soma de caminhões e ônibus pouco acima das 15 mil unidades. Bonini acrescenta que o número reflete a queda das exportações para a Argentina.

E A FENATRAN?

Neste mês entre os dias 14 e 18 a indústria de caminhões realiza a 22ª edição da Fenatran, a maior feira do setor de transporte de carga da América Latina. Segundo Bonini, as novas projeções de vendas para o mercado não refletem necessariamente o efeito da feira, que se tornou uma evento onde se fecha negócio, deixando de ser apenas uma exibição de novos produtos e serviços.

O executivo ressalta que a projeção levou em conta o comportamento dos últimos meses e aponta que a avaliação das montadoras é com base no cenário econômico, tratando-se apenas de um ajuste técnico.

“A expectativa é de que seja uma boa feira, mas que possa motivar o transportador a antecipar sua compra, que é sempre programada ao longo do ano”, explica Bonini.


Fonte: Automotive Business

 

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