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Federação levanta dados para mostrar o impacto da Covid-19 no turismo rodoviário

19/02/2021

O setor de fretamento turístico foi fortemente impactado pela pandemia da Covid-19. Muitas empresas que se dedicam exclusivamente ao turismo rodoviário estão, desde meado de abril do ano passado, com suas frotas praticamente paradas.

Diante deste cenário, a FRESP está com vários esforços para tentar socorrer essas empresas que atuam prioritariamente no turismo, mas que consequentemente possa refletir naquelas que têm o turismo como atividade secundária e que tem uma parte do faturamento nesse tipo de atividade.

Segundo a diretora executiva da FRESP, Regina Rocha, a federação está levantando dados para mostrar o impacto que a pandemia causou no setor de turismo rodoviário, assim como nos destinos turísticos e na economia como um todo. “O nosso objetivo é sensibilizar para que sejam feitas políticas públicas que possam ajudar toda a cadeia prejudicada a passar por esse momento difícil”, afirma.

A Taxa da ANTT, por exemplo, é um dos assuntos que a FRESP vem trabalhando na tentativa de modificar o valor da taxa. Embora o imposto não seja decorrente da pandemia, o valor a ser pago interfere consideravelmente no caixa das empresas que já estão quebradas. “Certamente esse levantamento vai ser útil para essa proposta, pois queremos valorizar o turismo e mostrar a importância dele na tentativa de minimizar o valor da taxa”, diz a diretora executiva.

Além disso, a federação busca medidas que possam incrementar o turismo rodoviário valorizando-o para uma retomada mais robusta e que ajudem para que as empresas sobrevivam até que ela de fato aconteça.

“Nós solicitamos à Secretaria da Fazenda do Estado que faça um parcelamento diferente do IPVA das frotas de turismo, já que os meses de janeiro, fevereiro e março são difíceis em anos normais, pois une com outros impostos e as empresas acabaram de sair do 13º salário. Com a pandemia isso ficou muito pior, porque a maioria está sem faturamento desde abril e o imposto vem independente disso”, explica.

A federação pediu um tratamento igual ao transporte de cargas. O setor paga o imposto em três parcelas de maneira escalonada. Além disso, a entidade pediu a redução da alíquota sobre o IPVA para 1,5% como do transporte de cargas e não 2%, por, pelo menos, os próximos cinco anos, até que as empresas consigam se recuperar.

 

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